O fantástico retorno à ilha

Aventura ficção  |  Cristóvão J.Z. Wieliczka
Ilustração: Nadime Boueri

COMO COMEÇOU

Aos Leitores

Esta história é curiosa. Tudo começou por acaso, anos atrás, quando eu fui jantar com minha esposa no restaurante do Clube Transatlântico em São Paulo. Na entrada havia um cartaz anunciando a palestra do Sr. Sönke A. Böge, sobre a Ilha de Páscoa. Nos interessamos e participamos do evento.

Ao final eu me apresentei a Sönke, muito simpático, que me deu seu cartão de visita. Tempos depois conversei com o amigo chileno Carlos Cornejo, e comentei que havia assistido a uma palestra com uma pessoa com muito conhecimento sobre a Ilha de Páscoa. Carlos ficou interessado em conhecer Sönke, pois ele também é um apaixonado pela ilha e promovi um encontro dos dois no clube. No encontro, eles demonstraram ter muito conhecimento, tanto da história da ilha, como dos aspectos físicos e de seus moais. E ouvindo a conversa, de lambuja, aprendi muito.

Na despedida, Sönke resolveu confidenciar que tinha em mente a ideia de escrever um livro. Uma aventura-ficção, sobre o retorno do moai para a ilha, levado pelos ingleses em 1868, o “Hoa Hakananai’a”, e que está até hoje, data desta publicação*, exposto no British Museum em Londres. Achei a idéia fantástica, mas não me empolguei com a versão apresentada por ele.

Passado algum tempo, lendo nos jornais a movimentação que o governo Chileno estava fazendo junto às autoridades inglesas no sentido deles devolverem o moai à ilha, decidi escrever um texto com uma versão bem diferente da idéia de Sönke. E quando fui procurar Sönke para saber se ele tinha publicado seu livro, tive uma triste notícia, ele havia falecido. Imediatamente avisei Carlos Cornejo e lamentamos a perda do amigo.

O texto que escrevi, contei para a minha madrinha. E madrinha é madrinha, vocês sabem como é às vezes apóia desde o início e às vezes contesta. No dia em que eu contei a minha versão, minha madrinha me contestou. Ninguém é obrigado a concordar, porém a sua contestação foi para mim um desafio e dessa contestação recentemente surgiu a inspiração para escrever:

"O fantástico retorno à ilha"

Aos leitores, boa aventura!

Diga-se de passagem, esta versão ela aprovou. Ufa!

Ah! E ela acha que esta história poderia dar um belo filme! Por que não?

* No dia em que os ingleses devolverem o moai eu altero este texto.

Aliás, minha opinião é que se os ingleses, por uma razão qualquer, devolverem o moai à ilha, o desejo de muitas pessoas estará realizado e o de Sönke também. Particularmente em admiração ao povo da ilha, torço para que isso aconteça, e com certeza "Hoa Hakananai'a" ficaria felicíssimo, e diria aos seus companheiros:

- Oi amigos! Estou de volta!

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Hoa Hakananai'a


ACESSE O VÍDEO